Controle de frota em distribuidoras
Frota é ativo caro: veículo, combustível, manutenção, pneu, seguro, motorista e documentação. Sem controle, logística parece barata até somar o custo real por entrega.
Própria vs. terceirizada
Própria: controle, cultura, investimento. Terceirizada: variável, escala rápida. Híbrido: rotas densas próprias, interior ou pico com agregado.
Manutenção preventiva
Checklist diário (pneus, luzes, refrigeração), revisão por km e histórico de quebra. Veículo parado na colheita de pedido é ruptura de serviço.
Combustível e consumo
Km/l por rota e por motorista; desvio padrão indica problema mecânico ou condução. Combustível é um dos maiores custos variáveis.
Documentação e compliance
CNH, CRLV, ANTT quando aplicável, licenças de produtos especiais. Multa e apreensão param a operação.
Telemetria
Rastreador, temperatura em baú refrigerado e portas abertas — exigência em contratos alimentícios e farmacêuticos.
Dimensionamento da frota
Veículos demais = custo fixo ocioso; de menos = OTIF baixo e hora extra na expedição. Use histórico: entregas/dia, cubagem média e sazonalidade. Pico previsível (festas, safra) pode ser agregado em vez de comprar caminhão para 60 dias/ano.
Motorista: treinamento e indicadores
Condução econômica, checklist de saída, registro de ocorrência e política de canhoto no ato. Ranking de km/l e OTIF por motorista — sem punição cega, mas com coaching. Motorista sem processo vira “herói” que resolve no improviso e esconde falha.
Contrato com transportadora agregada
Defina: valor por entrega ou por km, responsabilidade por avaria, prazo de comprovante, seguro e documentação. Avalie trimestralmente OTIF e custo real — trocar de agregado só por preço pode piorar serviço.
Frota e logística reversa
Veículo que sai carregado pode voltar com devolução (backhaul) — planeje cubagem e tempo. Coleta sem janela vira custo escondido na rota.
Planilha de custo mensal por veículo
Some combustível, manutenção, pneu, seguro, depreciação e motorista; divida por entregas do mês. Compare rotas — às vezes rota “mais curta” é mais cara por parada se entrega pouco peso.
Vida útil e substituição
Veículo além da vida útil econômica consome manutenção e para na rota. Defina km ou ano para troca; custo de parada não programada em cliente âncora supera parcela de veículo novo.
Seguro e sinistro
Apólice alinhada ao tipo de carga (geral, refrigerado, valores). Processo claro de sinistro: BO, fotos, NF, comunicação ao cliente. Sinistro mal documentado vira prejuízo não recuperado.
Custos a rastrear
- Combustível por km e por rota
- Manutenção preventiva
- Pneus e desgaste
- Seguro e documentação
- Custo hora do motorista
Própria vs. agregada — quando usar
| Cenário | Tendência |
|---|---|
| Rota densa urbana diária | Própria costuma fechar melhor |
| Interior / baixa frequência | Agregada ou terceiro |
| Pico sazonal | Agregada temporária |
| Refrigerado com SLA rígido | Própria ou contrato dedicado |
Checklist diário de saída
- Documentos e CRLV
- Pneus e luzes
- Baú refrigerado (se aplicável)
- Romaneio e NF-e conferidos
- Rastreador ativo
Exemplo de custo por entrega
Veículo: R$ 8.000/mês (combustível + manutenção + motorista + depreciação). 400 entregas/mês → R$ 20/entrega. Se rota A faz 80 entregas com mesmo custo alocado, compare com receita da rota — rota bonita no mapa pode ser deficitária.
Distribuidora de limpeza — RJ
Custo por entrega por rota e checklist diário de saída.
- Custo/entrega visível em 6 rotas
- Consumo combustível −12% em 90 dias